o que é homeopatia

Você sabe o que é homeopatia?


O que é homeopatia?

A homeopatia busca o reequilíbrio da energia vital dos pacientes. Para isso, ela utiliza medicamentos próprios que procuram desencadear o sistema de cura do corpo.


Apareceu uma dor no joelho e o médico receitou um anti-inflamatório? Então, você tomou o remédio e o estômago começou a doer? Quem nunca passou por uma situação dessas? Isso ocorre porque a medicina tradicional trata as doenças de maneira isolada. Por outro lado, a homeopatia enxerga a totalidade do indivíduo. Ficou curioso? Saiba o que é homeopatia e como ela pode ser usada!

O que é homeopatia? Seus 4 princípios:

A homeopatia busca o reequilíbrio da energia vital dos pacientes. Para isso, ela utiliza medicamentos próprios que procuram desencadear o sistema de cura do corpo. Esses medicamentos se baseiam em 4 princípios:

1. Lei dos semelhantes

Para a homeopatia, a substância capaz de produzir os sintomas de uma doença também é capaz de curá-la. “Semelhante cura semelhante”. Ou seja, se um produto químico produz alergia em uma pessoa, por exemplo, a versão homeopática e diluída dessa substância poderá ser o seu tratamento.

Totalmente diferente da alopatia, empregada pela medicina convencional, que trata com remédios que causam um efeito contrário aos sintomas da doença.

2. Experimentação na pessoa sadia

Os testes de medicamentos homeopáticos são realizados sempre em pessoas sadias — e nunca em animais! Assim, os pesquisadores avaliam os efeitos e vão dosando até que esse “veneno” cure em sua versão homeopática.

3. Doses infinitesimais

Consiste na diluição drástica de um medicamento. Esse princípio desafia a bioquímica e a medicina tradicional. Para elas, a alta diluição acabaria com qualquer molécula do princípio ativo. Mas, os defensores da homeopatia utilizam experimentos da física quântica para demonstrar a eficácia dos remédios homeopáticos.

4. Medicamento único

Esse princípio sugere que um medicamento inclua o maior número possível de estímulos para tratar o sintoma de um paciente. Os médicos homeopatas afirmam que, dessa forma, é possível avaliar a eficácia da terapia de maneira precisa.

Suas origens

Há mais de 200 anos, o médico alemão Samuel Hahnemann, chocado com as práticas da época — que incluíam derramamento de sangue e até o uso de venenos — começou a experimentar, em si mesmo e em alguns voluntários, doses cada vez menores dos medicamentos, na intenção de diminuir o terrível efeito colateral que provocavam. 

Aos poucos, ele foi percebendo que, além de reduzir a toxicidade, a diluição aumentava o efeito do medicamento.

A partir de relatos do uso da quinina na cura da malária, Hahnemann fez um teste. Aplicou a substância em si e observou o aparecimento de sintomas semelhantes aos da doença. Assim, chegou à conclusão que “semelhante cura semelhante”, o primeiro princípio da homeopatia, como já vimos. 

Todo o trabalho desse médico foi documentado e formou a base da medicina homeopática.

Para que serve 

Para a homeopatia, o indivíduo doente não tem uma patologia. Na verdade, ele apresenta um desequilíbrio que, ao longo de sua vida, vai se manifestando por meio de diferentes sintomas.

Sendo assim, a função básica de um médico homeopata é restaurar esse equilíbrio. Por isso, a homeopatia é considerada curativa e preventiva.

Muito pacientes que não obtêm sucesso com o tratamento convencional procuram a homeopatia. Outros sofrem com os efeitos colaterais dos remédios alopáticos e buscam nos medicamentos homeopáticos a solução desse problema.

Ela é muito utilizada em tratamentos dermatológicos, respiratórios — que estão muito ligados às alergias — em casos de baixa resistência, com repetidas infecções virais e bacterianas e em problemas do trato gastrointestinal e ginecológico.

Muitas mães também procuram a homeopatia para estimular o sistema imunológico das crianças. Ajuda também no tratamento de problemas emocionais, como a depressão.

Pessoas com doenças crônicas ou graves, como diabetes e câncer, podem se beneficiar com o tratamento homeopático, mas não devem abandonar o tratamento convencional, já que para a Organização Mundial da Saúde a homeopatia deve ser uma prática complementar.

Mitos e verdades

1. No início do tratamento, os sintomas pioram

Não é regra, mas pode acontecer. Como a base do medicamento é o próprio “veneno”, ele provoca uma doença artificial. Isso não significa uma piora. É o corpo reagindo em busca do equilíbrio.

Caso os sintomas sejam muito fortes, converse com seu médico porque, provavelmente, a dose precisará ser revista.

2. Remédios homeopáticos são placebos

Esse é um grande mito. Os placebos são os remédios falsos, que têm uma função psicológica. A pessoa toma um comprimido, acredita que vai ficar boa e realmente fica.

Mas, no caso da homeopatia, existem mais de 2 mil remédios extraídos de substâncias minerais, vegetais e animais. E cada vez mais há relatos de pacientes que conseguiram resultados positivos em seus tratamentos, inclusive em longo prazo, o que não acontece no caso dos placebos.

3. Os medicamentos não têm contraindicação 

Esse é outro mito. Por ser natural não significa que o remédio homeopático possa ser usado de maneira indiscriminada. Aliás, como a homeopatia enxerga o indivíduo em sua totalidade, cada medicamento é único, para aquele paciente, que deve seguir as orientações de seu médico na hora de tomá-lo.

4. No tratamento homeopático, a alopatia deve ser abandonada

Não há contraindicação na utilização da homeopatia juntamente com a medicina convencional. Alguns médicos sugerem, inclusive, que seus pacientes busquem também a homeopatia para melhorar o sistema imunológico enquanto estão tratando alguma doença.

5. A homeopatia proíbe a vacinação

Alguns especialistas são favoráveis, outros são contrários às vacinas. Em alguns países, uma onda contra a vacinação provocou o reaparecimento de muitas doenças. No Brasil, a vacinação é obrigatória. E muito importante! Siga o calendário.

Curiosidades

  • A homeopatia foi reconhecida no Brasil como especialidade médica em 1980 pelo Conselho Federal de Medicina. O SUS — Sistema Único de Saúde — oferece a homeopatia como terapia complementar desde 2006;
  • Para encontrar o remédio certo para cada pessoa, a consulta com o médico homeopata é bem diferente da tradicional. Ele levanta dados sobre doenças passadas, patologias presentes na família, estilo de vida, dieta e até sobre a personalidade do paciente. O exame da língua costuma ser bastante utilizado;
  • O custo do tratamento é menor se comparado ao tratamento convencional.

Ainda tem dúvidas sobre o que é homeopatia? Já teve alguma experiência com este tipo de tratamento? Deixe seu comentário no post!

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