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O Slow Food e sua relação com uma limpeza consciente

Quem consome produtos orgânicos certamente já ouviu falar do movimento Slow Food. Uma de suas propostas mais interessantes é a de que todos sejam coprodutores do que colocam à mesa, alimentando-se com responsabilidade. Para isso, não é preciso plantar, colher ou tampouco residir no campo: basta adotar medidas simples no dia a dia, como praticar a chamada limpeza consciente.

Acompanhe o raciocínio: o Slow Food prega que os alimentos devem ser bons, justos e limpos. O primeiro quesito se refere ao gosto, o segundo à remuneração dos produtores e o terceiro ao cultivo sem agrotóxicos ou aditivos prejudiciais à saúde.

Já a limpeza consciente é uma das formas de praticar essa responsabilidade. Ela propõe o uso de produtos sustentáveis, à base de matérias-primas de origem vegetal e de fontes renováveis, tanto na hora da faxina pesada quanto para fazer a higienização diária.

Biodegradáveis, essas alternativas permitem cuidar do lar sem colocar em risco o meio ambiente e, consequentemente, a qualidade dos alimentos. Por isso, a limpeza consciente já entrou para a lista de prioridades de muitas pessoas. Conheça, neste post, a relação entre os dois conceitos e comece a transformar sua rotina:

Como o slow food começou?

O Slow Food surgiu em decorrência de um protesto contra a abertura de um fast food na cidade italiana de Turim, nos anos 1980. Fundado em 1986 por Carlo Petrini, o movimento conta com apoiadores em mais de 150 países, dentre eles o Brasil.

Descrito como uma associação internacional sem fins lucrativos, seus entusiastas defendem o direito à alimentação prazerosa, produzida com respeito ao meio ambiente e aos produtores.

De que maneira o Slow Food se relaciona à limpeza consciente?

Ao optar por um estilo de vida ecologicamente correto, uma coisa leva à outra. Segundo o Slow Food, a forma como nos alimentamos influencia diretamente nosso entorno — ou seja, a paisagem, a biodiversidade e as tradições locais.

Quando a comida é feita de maneira padronizada, ela custa barato. No entanto, médicos, cientistas e diversos especialistas já comprovaram o quanto cobra caro à saúde, à economia local e ao meio ambiente. Ainda que alimentos e produtos de limpeza naturais (desenvolvidos por meio de investimentos em pesquisa e tecnologia) sejam mais caros, o custo-benefício compensa.

Ao consumir qualquer tipo de produto sustentável, sejam itens de limpeza, higiene pessoal, cosméticos e vestuário, entre outros, preserva-se a saúde das pessoas, dos animais e do ecossistema, sem gerar impactos negativos dentro ou fora do lar.

Como posso ter certeza de que estou consumindo com responsabilidade?

Para ter certeza de que as descrições nos rótulos e os diferenciais mostrados nas embalagens são verdadeiros, verifique se o produto tem registro da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Procure, também, por selos de certificação orgânica, como do IBD, e que atestem o que os produtos não tem ingredientes petroquimicos, como do eureciclo, assegurando que o fabricante investe em reciclagem cumprimento da Política Nacional de Resíduos Sólidos. Por fim, cheque se é um produto vegano, o que garante que não realiza testes em animais.

Como posso me tornar um coprodutor por meio de medidas práticas?

É preciso criar bons hábitos no dia a dia. Depois de uma bela refeição com alimentos orgânicos, você pode lavar a louça com produtos de base vegetal e biodegradáveis, que não poluem o meio ambiente.

Sempre que possível, prefira os produtos de limpeza concentrados, que rendem mais e poupam idas ao mercado. Além disso, como usam embalagens menores, a logística de distribuição é facilitada, diminuindo as emissões de gás carbônico (CO₂) no transporte da fábrica aos pontos de venda.

Usar um ingrediente, um insumo ou um recurso natural ao máximo, com consciência e responsabilidade, é um preceito do Slow Food. Por isso, reaproveite a água durante os afazeres. O que sobra na máquina de lavar pode ser usado para dar descarga, limpar o piso etc.

Lembre-se de que a responsabilidade por cada etapa dos ciclos de vida dos produtos é compartilhada entre fornecedores, distribuidores, comerciantes e consumidores.

Como continuar com as atitudes conscientes no ambiente profissional?

Em empresas, buscam-se alternativas para tornar o dia a dia mais sustentável. Atualmente, por exemplo, cada funcionário tem sua caneca em vez dos tradicionais copos descartáveis.

Diminuir a quantidade de lixo no escritório também tem tudo a ver com a limpeza consciente, assim como separar o material orgânico dos recicláveis para a coleta seletiva.

Outro ponto se refere à redução da emissão de poluentes no trânsito. Ao mesmo tempo em que bicicletários estão ganhando espaço nas garagens, caronas são incentivadas.

Já em dias de recordes de congestionamento, pode-se considerar o trabalho remoto. Além da saúde, a qualidade do ar agradece.

Como posso levar a filosofia slow para mais aspectos da minha vida?

Slow (devagar) é tudo o que se contrapõe ao fast (rápido). Inspirados no slow food (“comida lenta”, em tradução livre), diversos movimentos que propõem estilos de vida pautados por escolhas conscientes e a desaceleração em busca do bem-estar estão surgindo. Conheça alguns deles:

Slow city

Sabe aquelas cidades aonde o tempo parece passar mais devagar? Elas merecem o título de “slow cities”, pois se contrapõem à correria das metrópoles. A boa infraestrutura urbana, hospitalidade e valorização da comunidade, entre outros aspectos, são responsáveis pela melhor qualidade de vida nessas localidades.

Slow design

A preferência por objetos atemporais, acima de modismos, feitos com matérias-primas locais, de boa procedência e qualidade — o que valoriza o produtor, o entorno e evita o descarte precoce dos utensílios — é o que define essa manifestação social em ascensão.

Slow home

Você já reparou no reaparecimento dos projetos arquitetônicos personalizados e sustentáveis? Eles são a salvação de quem não quer mais viver em casas padronizadas, sem personalidade e que não atendam às necessidades específicas dos proprietários.

Slow travel

Fazer viagens mais longas, que permitam explorar as culturas locais e se sentir como parte das comunidades, é uma alternativa aos estressantes pacotes turísticos abarrotados de atividades a jato e com pausas apenas para fazer compras em locais predeterminados.

Slow money

Dar preferência a investimentos que priorizem negócios locais, que vão gerar impactos positivos em escala regional, é a característica que define os empreendedores e investidores conscientes, preocupados com um futuro sustentável.

Slow work

No âmbito profissional, questiona-se a necessidade de agendas lotadas e jornadas intermináveis. A proposta é trabalhar menos para trabalhar melhor, evitando bloqueios criativos, prevenindo crises de estresse e até pedidos de afastamento médico.

Como cada pessoa pode fazer a sua parte e continuar evoluindo?

Para isso, é preciso buscar informações. Ao ter uma postura responsável, cada um se torna coprodutor do que consome. Isso vale tanto para o Slow Food quanto para a limpeza consciente e demais movimentos em prol da desaceleração.

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